
Como criar um benchmark eficaz em 5 passos
Um benchmark é mais do que uma lista de opções com um vencedor no topo. A sua qualidade depende do âmbito, dos critérios e da consistência da pontuação. Este método em cinco passos produz uma comparação que outras pessoas conseguem compreender e discutir.
Passo 1: defina o âmbito
Antes de acrescentar uma opção ou um critério, enuncie a decisão. O que está a comparar? Para que utilização? Quem precisa do resultado? Estas respostas impedem que agrupe produtos que resolvem problemas diferentes.
'Ferramentas de gestão de projetos para equipas de 5 a 20 pessoas, com arranque rápido e trabalho colaborativo' é mais útil do que 'as melhores ferramentas de gestão de projetos'. O primeiro título já indica quais os produtos que pertencem à comparação.
- Acrescente uma restrição útil, como 'smartphones abaixo de 400 USD'.
- Indique o público ou o caso de utilização, como 'ferramentas de design para trabalhadores independentes'.
- Defina limites geográficos, técnicos ou orçamentais antes de pesquisar.
- Escreva um título que comunique o âmbito sem exigir a leitura do benchmark completo.
Passo 2: escolha os critérios
Um critério pertence ao benchmark quando consegue distinguir as opções ou alterar a decisão. Comece com uma lista ampla e depois mantenha um conjunto suficientemente curto para continuar legível. Cinco a oito critérios costumam ser um bom ponto de partida, não uma regra fixa.
Os principais tipos de critérios
- Número: preço, autonomia da bateria ou capacidade de armazenamento, com unidade e fonte claras.
- Classificação: qualidade percebida ou facilidade de utilização, com base numa escala definida previamente.
- Sim ou não: suporte de uma funcionalidade ou conformidade com um requisito inegociável.
- Texto ou lista: informação útil que não tem necessariamente de entrar na pontuação global.
Pode depois atribuir pesos aos critérios que contribuem para a pontuação. Se uma diferença num critério nunca alterasse a sua escolha, considere se esse critério precisa de uma pontuação ou se deve surgir apenas como informação de apoio.
Passo 3: selecione e documente as opções
Comece com um número de opções que consiga documentar devidamente. Se a lista ficar demasiado longa, agrupe os produtos por caso de utilização ou por escalão de preço, em vez de forçar produtos muito diferentes no mesmo ranking.
Utilize o mesmo método de pesquisa para cada opção. As páginas dos fabricantes fornecem especificações, as análises independentes fornecem medições e a experiência pessoal pode informar os critérios subjetivos. Registe a fonte e a data sempre que a informação possa mudar.
- Inclua as opções esperadas quando se enquadrarem no âmbito declarado.
- Acrescente uma alternativa menos conhecida quando resolver o mesmo problema.
- Aplique as mesmas regras de inclusão à sua opção preferida.
- Verifique se cada produto está disponível no mercado pretendido.
Passo 4: aplique um método de pontuação consistente
Defina a escala antes de preencher as células. Numa classificação de 1 a 10, descreva pelo menos o que significam os valores baixos, médios e altos. Sem essa regra, um 8 no início pode não significar o mesmo que no fim.
- Pontue um critério em todas as opções antes de passar ao seguinte.
- Utilize a escala definida em vez de agrupar todas as pontuações em torno do meio.
- Acrescente uma nota às classificações subjetivas para explicar o raciocínio ou a fonte.
- Reveja as lacunas após a primeira passagem e altere apenas as pontuações que não seguem o método declarado.
Passo 5: publique e mantenha a comparação
Um benchmark pode manter-se privado quando trata de uma decisão pessoal ou sensível. Se o publicar, os leitores devem conseguir compreender o âmbito e o método sem conhecer toda a sua preparação.
Acrescente uma breve introdução que descreva o público visado, as regras de inclusão, as fontes e o cálculo das pontuações. Assim, os leitores podem interpretar o ranking e perceber os seus limites.
Depois da publicação, escolha uma periodicidade de revisão adequada ao tema. Os preços poderão exigir verificações frequentes, enquanto algumas especificações raramente mudam. Apresente a data da atualização e explique as revisões significativas.
- Partilhe o benchmark com as pessoas que enfrentam a mesma decisão.
- Convide os leitores a reportar um erro, um valor desatualizado ou uma opção em falta.
- Reverifique primeiro a informação que muda mais depressa, sobretudo o preço e a disponibilidade.
- Utilize o histórico de versões para manter um registo das alterações.
Reveja antes de concluir
Antes de publicar, confirme que cada opção se enquadra no âmbito, que as células comparáveis usam a mesma fonte ou método e que os pesos correspondem à necessidade declarada.
O Benchmark Maker trata da apresentação, do cálculo das pontuações e do ranking. Pode assim dedicar esse tempo a escolher os critérios, verificar os dados e explicar as suas decisões.
O ranking final é um resumo, não um veredicto. Uma comparação útil permite aos leitores encontrar os dados, perceber o método e adaptar o resultado às suas próprias prioridades.